Frances
Ethel Gumm nasceu em Minnesota (junho de 1922)
e iniciou a carreira cedo, com 6 anos, participando de um
grupo com suas irmãs (The
gumm sisters), sua família fazia parte do teatro
musical;
Estrelou
alguns filmes com Mickey
Rooney, quando começou a ser notada
pelo público, mas o sucesso absoluto viria com O
mágico de Oz. Impossível, impossível
ouvir Over the Rainbow sem ligar com a imagem da Dorothy,
a mocinha de olhos meio vesgos, que busca um espaço
no mundo, e quer ser aceita como é (por isso também
a atriz ser considerada um símbolo na luta contra
a discriminação dos gays).
Com
17 anos estrelou O mágico de Oz, recebendo um Oscar
especial por seu trabalho. Foi nesse período que
o estúdio anexou uma cláusula que ela não
poderia engordar e tampouco perder a sua voz. Receitada
pelo próprio estúdio, começou a usar
remédios para não engordar. Mesmo com 20 anos,
os executivos do estúdio quiseram que ela continuasse
a ser a mesma Dorothy, caso contrário perderia o
contrato. Mais uma pressão. Diversas vezes tentou
o suicídio.
Uma mudança significativa em sua carreira ocorreu
mais tarde, com o filme The
pirate, de 1948, em que aparece mais feminina,
aposentando a mocinha dos velhos tempos. Nesse período
tomava anfetaminas (também receitados pelos médicos
de Hollywood, o que a fazia ter alucinações
e mudanças terríveis de humor).
Após
seu casamento, afastou-se da mãe, a quem culpava
de sua tristeza. Elas nunca mais voltaram a se falar. Uma
de suas irmãs morreu de overdose de drogas, pouco
tempo antes que Judy.
Com
sua dependência de remédios, uma tendência
para engordar e fama de difícil, acabou sendo demitida
pela MGM e afastou-se das telas. Ela torna-se para a música
e acaba ganhando 5 grammys. Na Inglaterra encontra um público
bem cativo, que não a esqueceu.
Retorna
ao cinema com o filme Nasce
uma estrela, e acaba concorrendo ao Oscar de
Melhor atriz (ganho injustamente por Grace Kelly).
Na década de 60 continua sua carreira, e é
convidada a apresentar o The judy Garland show, pela CBS.
Judy foi uma espécie de amostra do que a fama precoce
e o excesso de trabalho podem fazer com uma pessoa: drogas
e álcool desde cedo fizeram parte de sua vida. Drogas
para dormir, drogas para acordar, drogas anti-depressao,
álcool das festas tomando o espaço da vida
privada. . A própria vida, cheia de desilusões,
a fizera se entregar aos barbitúricos. Em muitos
momentos as filmagens eram interrompidas para que ela pudesse
se recuperar.
Aos
47 anos seu rosto já mostrava os efeitos agonizantes
do excesso de extravagâncias que teve na vida. Cheia
de dívidas, acabou morrendo de overdose, em 1969,
em Londres. Como atriz já não trabalhava,
mas ainda cantava. E como cantava.
Dentre
seus amigos que comparecem ao seu velório, estavam
Mickey Rooney, Lauren Bacall, Cary Grant, June Alysson,
Ray Bolgerm Katharine Hepburn, Sammy Davis Jr,, Dean Martin,Lana
Turner, Fred Bartolomew, Jack Benny, Kay Thompson e Alan
King. Frank Sinatra pagou o funeral e afirmou que ela era
maior que todos eles juntos. Dos seus ex-maridos, apenas
Mickey Deans e Sid Luft estavam presentes. O público
também pôde despedir-se de sua estrela,que
foi enterrada no cemitério de Hartsdale, Condado
de Westchester.